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Review: Os Quatro Rios

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A quantidade de quadrinhos ‘fora do mainstream’ que recebemos no Brasil é tão pouca que qualquer coisinha nova já nos anima. Principalmente quando escapa do eixo EUA/Japão, como se estes fossem os únicos países que produzissem quadrinhos.

Os Quatros Rios é uma Graphic Novel francesa, escrita por Fred Vargas, desenhada por Baudoin e publicada pela Martins Fontes/Selo Martins. Conta a história de um trombadinha chamado Grégoire Barbin e seu amigo Vincent. Eles vivem pelas ruas, sempre andando de patins, cometendo pequenos roubos. Tudo ia bem, até que eles roubam a bolsa de um senhor estranho. E cuja bolsa era mais estranha ainda…

Há algo de sinistro em seu conteúdo. Artefatos esquisitos, livros estranhos e… claro… um bom dinheiro. No entanto eles acabam entrando sem querer num esquema sórdido que vai envolver mortes e rituais satânicos.

Sobre o roteiro: Fred Vargas é uma escritora experiente e sua narrativa é boa. Num tom típico para o público juvenil, subindo apenas um pouquinho o nível. De certo modo o roteiro e o modo como a história é conduzida lembra um pouco as tramas de mistério da antiga série de livros ‘Coleção vaga-Lume’, um grande sucesso editorial brasileiro. No entanto o livro está com um pé nos quadrinhos e outro no livro. às vezes temos várias páginas dinamicas de ação, outras temos blocos de texto extensos. Leva um tem´pinho para se acostumar com o fato de você não estar lendo nem exatamente um quadrinho, tão pouco um livro.

Sobre a arte:o pincel de Baudoin é expressivo e forte. Uma arte alternativa bem bacana, embora às vezes ela sofra do mesmo problema que quadrinhos preto-e-branco (sem tons de cinza) sofrem quando seu artista tem uma técnica mais sujona: falta um pouco de leitura, as cenas se confundem e nãos abemos muito bem o que estamos olhando. No entando esta sensação dura pucos segundos e logo entendemos o quadro.

Sobre o nome da BD: ‘Os Quatro Rios‘ é uma escultura italiana, feita pelo escultor Gian Lorenzo Bernini em 1651. Esta escultura representa os quatro maiores rios do mundo (até então) represnetando cada um um continente: o Nilo na África, o Ganges na Ásia, o Danúbio na Europa e o Rio del Plata na América. O porquê ela é tão importante na história eu não vou revelar porque é um grande spoiler.

Não vou dizer que a hq é a oitava maravilha do mundo. Há muitos outros quadrinhos franceses muito bons esperando para serem lançados e até mesmo mais famosos que este. A Martins Fontes podia aproveitar a ponte e trazer algumas pérolas para cá, como ‘Blake e Mortimer’, mas infelizmente eles preferem ser mais retranqueiros e investir em ‘long sellers’ bem alternativos como Quatro Rios. Uma pena.

Mas vale a espiada.

EDITORA: Martins Fontes/Selo Martins

PREÇO: R$ 34.90

AVALIAÇÃO: Para quem busca algo diferente, é uma boa.

Written by Jussara Gonzo

13 de setembro de 2014 at 14:08

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30 de agosto de 2014 at 12:33

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Written by Jussara Gonzo

17 de agosto de 2014 at 18:04

Review: Helena

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A Literatura Brasileira nunca foi popular entre os jovens do país. E não é para menos: a didática de tentar introduzir livros para estudantes ainda é um tanto deficitária. Quando você empurra um Policarpo Quaresma para um moleque da sexta série ‘só porque está na grade curricular’ você não pode esperar que ele pegue gosto por autores clássicos, correto?

Hoje a maioria dos jovens tem ojeriza à leitura. Um quadro que, felizmente, começou a mudar desde o mega-hit Harry Potter. Sim, um livro estrangeiro que encantou a molecada. E enquanto a literatura juvenil continua a crescer com O Ladrão de Raios e Crepúsculo, títulos como A Moreninha só são conhecidos pelos jovens daqueles resumos que eles copiam na internet.

Não posso culpá-los. Todo mundo tem o direito de odiar Iracema, mas existem alguns autores nacionais que realmente possuem obras que devem ser lidas e relidas até os dias de hoje. A começar pelo nosso Machado de Assis – quase uma unanimidade quando falamos do melhor autor nacional de todos os tempos.

Sua carreira foi basicamente pautada pelo realismo, com obras fabulosas como Dom Casmurro, Quincas Borbas e sua magnum opus: Memórias Póstumas de Brás Cubas. O homem foi um grande inovador da literatura no país, mas nem só de obras fabulosas ele viveu. Ele também teve seus livros ‘mais ou menos’ (o que, no caso dele, um ‘mais ou menos’ ainda é uma excelente obra). Antes de ficar sambando na cara da sociedade com sua escrita provocante, ele também teve seus momento de Romantismo. E uma das obras deste período foi Helena.

A história gira em torno da personagem-título: Helena. Uma jovem bastarda que é reconhecida postumamente pelo rico Conselheiro do Vale como sua filha, podendo ela gozar de todos os privilégios desta posição. A entrada dela na família vai causar rebuliços e desconfianças, mas com sua doçura ela vai dobrar a todos na casa: incluindo Estáquio, seu meio-irmão que acaba desenvolvendo por ela um grande apreço.

Quem só conhece Machado de Assis pelas suas obras afiadas vai estranhar este livro: desenvolvimento simples, narrativa linear e um tema agridoce típico do movimento Romantista: uma jovem que vive um amor proibido, não podendo sequer abrir seu coração por causa dos pesados ditames da sociedade – uma típica novela das seis de época. Não chega nem perto da sua Trilogia Realista, mas ainda assim é um bom livro para a média dos autores nacionais naqueles tempos.

E justamente por ser mais simples e com uma historinha tranquila que parecia ser um bom título para transformar num mangá shojo.

O Estúdio Seasons, encabeçado pela roteirista Montserrat, decidiu aceitar este desafio.

Anunciado em 2011 pela editora NewPop, o mangá Helena foi finalmente lançado no último sábado, dia 26 de julho de 2014, durante o Anime Friends. E dá para perceber o porquê da ‘demora': além de ter quase 300 páginas, a obra tem uma arte belíssima e esmerada, a cargo de Simone Beatriz. Com certeza um dos quadrinhos nacionais mais bem ilustrados, deixando muito desenhista japa no chinelo!

Montserrat fez o melhor para conseguir balancear a linguagem de época à nossa, sem descaracterizar a obra. A edição da NewPop é caprichada, com papel de qualidade, capa bem acabada e impressão limpa. Não detectei nenhum problema de digitação no tempo em que fiquei na fila lendo o mangá. Siiiiim, eu estava lá no Anime Friends ontem e peguei autógrafo!

Para não dizer que o mangá é perfeito, há algumas coisinhas que me incomodaram, como a pequena ‘licença poética’ da página 213 que achei desnecessária (se o mangá todo estivesse cheio destas referências tudo bem, mas aquela única ficou deslocada…) E sim: Helena é um livro romântico casto do século XIX. O final pode desagradar às pessoas de nossa época, mas isto de maneira alguma é um defeito, apenas uma constatação: ao contrário de Peter Jackson o Studio Seasons não mudou o roteiro do livro a seu bel-prazer – tudo é minimamente calculado para ser fiel à obra.

E por falar nisso, eu espero de coração que este mangá esteja nas escolas brasileiras! Nada como introduzir a pirralhada á Machado de Assis do que com um belo mangá destes! – e seria foda um seinen do Brás Cubas, heim?!

O mangá já está a venda em algumas lojas especializadas e estará nas bancas selecionadas em Agosto. E que venham mais trabalhos do Studio Seasons!

EDITORA: NewPop

PREÇO: R$ 19,90

AVALIAÇÃO: Se você gosta de Machado de Assis, COMPRE! Se você gosta de shojo/josei, COMPRE! Se você gosta de ler um mangá bem escrito e com uma arte deslumbrante COMPRE JÁ!

Written by Jussara Gonzo

27 de julho de 2014 at 16:00

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Written by Jussara Gonzo

21 de julho de 2014 at 13:37

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Written by Jussara Gonzo

19 de julho de 2014 at 12:37

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Thief – O Mestre das Sombras

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Ok… este é um blog de quadrinhos, mas eu estou seca para falar deste série de jogos. Uma das minhas favoritas!

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Era o ano de 2001. Lembro perfeitamente porque eu estava no colégio nesta época e um dos meus colegas de classe ficou surpreso quando eu comentei casualmente que estava jogando (e adorando!) um jogo em primeira pessoa chamado Thief 2: The Metal Age.

“Você joga Thief?!” ele exclamou. “Achei que ninguém conhecia este jogo!”

Pois é, e quase ninguém conhecia (ou mesmo conhece) esta maravilhosa série. Thief foi desenvolvido pelo extinto estúdio Looking Glass e lançado pela produtora Eidos Interactive no final dos anos noventa e foi pioneiro no campo de jogos Stealth (onde o jogador deve se esconder do perigo e tentar eliminar qualquer ameaça sorrateiramente). Eu a descobri quando estava lendo uma revista (acho que era uma Super Interessante) e vi alguém falar bem deste jogo. Era uma notinha mínima, mas me chamou a atenção.

Encontrei o jogo num supermercado (!) e o comprei. E até hoje é uma das melhores experiências que tive com games na minha vida!

Farei um apanhado geral da série logo abaixo. Espero que gostem e se interessem pelos jogos!

THIEF – THE DARK PROJECT

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Lançado em 1998, Thief: The Dark Project nos apresenta à Garret. Um jovem órfão abandonado nas ruas que precisa roubar para sobreviver. Ele vive num lugar conhecido apenas como ‘A Cidade’, um amontoado de ruas, becos, casas de madeira e mansões de mármore. Neste lugar o abismo que separa os ricos dos pobres é gigantesco. A época seria uma espécie de início da Era Renascentista.

Uma noite Garret acaba afanando a algibeira de um homem estranho, mas é pego no flagra. O sujeito, ao invés de chamar a polícia, o elogia e diz: “Você tem talento. Não é fácil ver um Keeper (Guardião), especialmente quando ele não quer ser visto”. Assim começa a carreira de Garret como um ladrão profissional.

Neste jogo, o rapaz está fazendo seu trabalho de ladrão, como sempre. Roubando para pagar o aluguel e estas coisas. Sua fama cresce e ele começa a ganhar clientes. Então bate à sua porta um cavalheiro de meia-idade acompanhado de uma bela dama. Eles têm uma proposta interessante para o jovem ladrão: que ele roube alguns artefatos dos Hammerites (Martelistas), uma ordem religiosa da cidade que venera o Construtor, uma divindade que representa a lei e a ordem. Como o dinheiro é bom, o rapaz decide entrar no esquema, sem saber que ele está auxiliando os Pagans (Pagãos) uma ordem religiosa primitiva que venera os antigos deuses do caos e é inimiga dos Hammerites… e deixa eu parar por aqui antes que role muito spoiler!

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Várias sites de críticas de games, como o Gamespot, consideram Thief: The Dark Project, um dos melhores jogos de todos os tempos. Ele foi o primeiro jogo de stealth a usar luz e som como mecânicas de jogo, e o primeiro a apresentar a perspectiva em primeira pessoa. Seu uso desta perspectiva para jogabilidade de não-confrontamento desafiou o mercado de tiro em primeira pessoa. O design do jogo combina inteligência artificial complexa com sistemas de simulação para permitir uma jogabilidade emergente. A influência de Thief foi notada em títulos de stealth posteriores, incluindo Tom Clancy’s Splinter Cell e Hitman 1.

Sem falar que o jogo também possuía um pequeno toque de Terror que fisgava também os fãs dos gêneros de ‘games de medo’. Desde então todo jogo de Thief possui uma fase que é feita especialmente para horripilar os cabelos dos jogadores.

O sucesso do título foi tão grande que pouco tempo depois foi lançado uma versão ‘Gold’ conhecida apenas como Thief Gold com algumas missões extras.

Preciso, antes de mais nada, confessar uma coisa: eu nunca joguei este primeiro título! Mas tantos reviews positivos não podem estar errados. Sem falar que entendo perfeitamente a emoção de alguém estar jogando pela primeira vez um título como este. E justamente por este ter sido o primeiro ‘Thief’ de muitos é que ele possui um lugar cativo no coração dos fãs. Mas no caso o meu primeiro Thief foi o próxima… e sim, ele tem lugar cativo no meu coração!

THIEF 2: THE METAL AGE

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Algum tempo se passou desde os eventos do primeiro jogo. Garret, contundido, possui agora um olho mecânico, presente dos seus amigos Hammerites. Porém ele logo vai descobrir que esta ordem religiosa não é tão amigável assim…

Surge um novo sacerdote na ordem: Karras. O homem possui uma visão diferente do deus Construtor, acreditando que o desejo da entidade é o avançado progresso científico, algo que os próprios Hammerites não estão muito confortáveis, pois eles apenas desejam manter as coisas ordenadas do jeito que estão. Karras, então, funda uma nova ordem: os Mechanistis (Mecanistas) que irão defender as ideias do seu mestre com unhas e dentes… não importa o quão loucas sejam estas ideias.

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De um modo geral, Thief 2: The Metal Age é bastante similar ao primeiro jogo, apenas com gráficos um pouco melhores e algumas armas novas. Lançado em 2001, arrancou ótimas críticas e fez bastante sucesso. Mas infelizmente o estúdio Looking Glass já estava passando por dificuldades financeiras e teve de fechar as portas.

Neste jogo, algumas fases possuem momentos bem assustadores, como quando você entra no subsolo da igreja e descobre que os mortos ainda estão andando… Ou ainda quando você invade uma mansão e entra em uma biblioteca assombrada cheia de fantasmas furiosos! Mas uma em especial é uma fase onde você entra num mundo estranho, cercado de pagans mortos e criaturas sinistras… bem, pelo menos para mim foi uma fase bem desconfortável!

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Minha opinião sobre este jogo? É o MELHOR de todos os Thiefs! A melhor história, as melhores fases, gráficos adequados para a época e jogabilidade suave e funcional. A+! E eu não estou sozinha: muitos fãs de Thief que jogaram a série inteira também consideram o segundo melhor!

Outra coisa que faz com que este jogo seja especial é que, na época, eu descobri o site Thief – The Circle onde vários fãs se reuniram para pegar a engine dos dois primeiros jogos, chamada Dark Engine, para produzir suas PRÓPRIAS novas fases para Thief 1 e Thief 2! Siiim, existem centenas de fases criadas por fãs, algumas realmente muito boas, que fazem com que a experiência de se jogar Thief se prolongue muito!

Dou destaque para a expansão não-oficial chamada Thief 2X: The Shadow of Metal Age, que possui várias fases (uma MUITO horripilante!) a campanha criada pelo grupo The Circle chamada CoSaS (infelizmente nunca terminada, mas suas duas únicas fases valem muito a pena!) e duas maravilhosas campanhas criadas por um romeno que são ambientadas no mundo de Drácula e outra de Elisabeth Báthory. Sim, existem outras maravilhosas fases feitas por fãs, mas estas que citei merecem grande destaque!

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Thief 2 é, e sempre será o melhor Stealth que já joguei! Extremamente desafiador (numa época em que dicas e truques não eram tão comuns), extremamente viciante e muito gostoso de se jogar. Foram tantas horas de gameplay que chegou um momento que eu conseguia matar 6 guardas furiosos com apenas 6 flechas… *bocejo*… no big deal! Mas as fases feitas por fãs me deixaram bastante ocupada depois que zerei o jogo original umas dez vezes. De longe, o jogo que eu mais joguei na minha vida repetidas vezes depois de Sonic 1!

THIEF 3: DEADLY SHADOWS

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O terceiro título de Thief foi lançado em 2004 pelo estúdio Ion Storm Inc. A apreensão dos fãs com este jogo foi grande. Primeiro porque estavam felizes em ver o bom e velho Garret de volta à ativa, mas também estavam temerosos sobre o que este estúdio iria fazer.

O que posso adiantar para vocês é: não decepcionou!

A história mostra Garret recebendo um pedido de ajuda de seu antigo amigo Keeper: uma estranha profecia está prestes a se cumprir e a ordem tenta antecipar o que vai acontecer. Hammerites e Pagans estão envolvidos novamente, mas desta vez eles são apenas peões neste intrincado jogo de xadrez. Esta profecia fala de algo que promete mudar a cidade para sempre, e provavelmente não será para a melhor…

Desta vez somos melhores apresentados ao grupo que acolheu Garret na infância. Os Keepers são estudiosos que têm como juramente ‘proteger a cidade’, embora eles não digam exatamente do quê… Possuem vasto conhecimento, sabem todos os segredos de todas as pessoas que vivem naquelas ruas e manipulam um tipo estranho de mágica rúnica que permite a eles abrir portais, melhorar armas e até destruir inimigos.

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As novidades deste novo título é que agora podemos ver Garret em terceira pessoa (embora esta visão seja opcional). E outra: agora temos a possibilidade de explorar a cidade livremente antes de começarmos as missões principais. Sim, side quests foram adicionadas e algumas reservam momentos divertidos (como uma em que Garret está escutando uma conversa entre dois estranhos e um deles diz para outro “Sim, eu sou o Mestre Ladrão Garret! Você tem uma missão para mim?”.

Vale a pena destacar neste título por uma coisa em especial: uma de suas fases foi considerada, na época, a coisa MAIS horripilante já desenvolvida para um jogo! Conhecida como Robbing the Cradle. Nela, Garret procura por uma das últimas pistas faltantes para resolver o quebra-cabeça da profecia e se vê obrigado a entrar num lugar conhecido como ‘The Cradle’, uma antiga clínica psiquiatra que, ao mesmo tempo, atendeu doentes mentais e crianças órfãs há muitos anos. Nesta clinica uma criança desapareceu e nunca foi encontrada, mas seus coleguinhas são unânimes (e mortalmente sérios) ao afirmar que a menina foi pega pela ‘Velha Bruxa’… e quem somos nós para duvidar?! – e tenho que confessar que eu não aguentei terminar esta fase! Importei um jogo salvo de outro cara para poder continuar o jogo…

Por pouco este título não supera Thief 2 como melhor história. É realmente intrigante como ela se desenvolve! Sobre os gráficos, eles estão lindos para a época, mas a jogabilidade ficou um pouquinho prejudicada… em especial com a câmera em terceira pessoa que realmente é muito ruim. Mas ainda assim é um ótimo jogo!

THIEF 2014

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Quando este jogo foi anunciado em 2009 a primeira coisa que pensei foi: ‘Preciso juntar dinheiro para uma placa de video nova!” Bem, eu tive muito tempo para economizar dinheiro, pois o jogo só foi lançado em 2014 pelo estúdio da Eidos Montreal. Vamos à ele?

A Cidade mudou. Garret mudou. Mudou tanto que… não é mais o mesmo. Literalmente!

Aqui começa a bagunça: este Garret  não é o mesmo personagem. A ideia do estúdio de dar um reboot na série fez com que este não fosse mais o velho ladrão que conhecíamos, mas alguém totalmente diferente que apenas partilha o mesmo nome (embora é incrível como isto não fica claro em nenhum momento do jogo…). O antigo Garret se foi, assim como a antiga cidade: os Hammerites não existem mais, os Pagans não existem mais, os Keepers não existem mais… até seu antigo amigo, Basso, foi substituído por OUTRO Basso… porra! Poderiam ter feito a gentileza e mudado o nome da franquia também, afinal foram retirados TODOS os elementos pertinentes à série.

Mas vamos à história: Garret é um mestre ladrão que acaba encontrando, por acaso, uma de suas pupílas, a jovem ladra Erin. Os dois aceitam um contrato de Basso para roubar um objeto valioso do barão da cidade. Irritado com o costume da garota de matar primeiro e perguntar depois, Garret rouba dela sua arma… o que acaba fazendo falta para ela quando ela se vê numa enrascada. Garret ainda tenta salvá-la, mas os dois acabam indo parar dentro de um estranho ritual que o barão estava realizando e aí as coisas ficam feias. Uma explosão de energia toma conta da cidade.

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Uma ano se passou… Garret ficou comatoso este tempo todo. Quando ele acorda ele vê a cidade como um inferno: uma doença conhecida como The Gloom mata milhares e enquanto isto o barão aperta ainda mais as leis e os pobres e desafortunados começam a se unir para criar uma rebelião. E agora ele precisa descobrir o que houve com Erin, se ainda está viva ou, se está morta, o que ele precisa fazer para vingá-la.

Bom… primeiro as boas notícias: os gráficos são lindos, a jogabilidade é bacana e o jogo possui algumas partes realmente desafiadoras durante o seu free-play (quando você está em busca das sidequests, como no jogo Deadly Shadows).

As más notícias… e são muitas: o simples fato de terem mudado TANTO o universo do jogo para criar este reboot já azedou e MUITO com a paciência dos fãs. Pior! Isto nem é explicado direito! Eu fiquei horas jogando Thief esperando para ver de novo meus queridos Hammerites, meus Pagans, meus Keepers… e nada! E só descobri que aquele Garret não era o mesmo Garret quando fui pesquisar na internet. SACANAGEM! Fui enganada!

E não pára por aí: o jogo chega a ser muito fácil em alguns momentos (algumas sidequests são mais difíceis que as missões principais!). Possui uma gama de personagens interessantes mal-explorados, enquanto dão destaque demasiado para a irritante Erin! Ver ela se tornando o centro da trama irrita demais! E de uma maneira geral o jogo é curto: fechei ele em menos de uma semana, e olha que eu não sou jogadora fanática! Ah sim, e o mapa da cidade é bem chato, pois apesar de te indicar o caminho para onde você deve ir ele não te indica como chegar lá… esta é a parte mais desafiante quando você joga as sidequests, encontrar ONDE está a maldita porta/janela/fresta que você tem de entrar!

E a famosa ‘fase de medo’ deste jogo fica com “The Forsaken”, onde Garret precisa investigar uma antiga clínica psiquiatra (de novo!). Nem de longe esta fase é tão assustadora quanto Robbing The Cradle (concluí ela rapidinho!), mas dá os seus sustos – razoável para um jogo que não é de horror.

Apanhado geral: PIOR história. Gráficos bons. Jogabilidade boa. Um pouco curto. Até vale a pena jogá-lo sim. E se você gosta de games neste estilo vai se viciar… por um tempo! Concluí o jogo há poucas horas e não estou com muita vontade de voltar a jogá-lo.

Na verdade fiquei com vontade de jogar de novo Thief 2 e Thief 3… jogos muito bons! Destes dois você tem muito que correr atrás (até porque quem corre na frente é bandido!)

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Written by Jussara Gonzo

5 de julho de 2014 at 20:33

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