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Entrevista Gonzo – Julio Cesar/ Revista Monotipia

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Caceta! Sabe quanto me cobraram numa padaria aqui perto por cem míseras gramas de presunto e mussarela? Seis contos e quinze quebradinhos! Da onde estão arrancando o leite e a carne para fazer estes frios? De algum animal raro e caro? Estamos comendo carne de Mantícoras?!

Bem, mesmo com a minha indignação, peguei o pão amanhecido que eu já tinha em casa, esquentei os frios e fiz um misto quente. Bati com um gole de coca sem gás que sobrou da garrafa de dois litros. Este foi o meu almoço. E foi logo depois dele que tive esta conversa com Mart… ops! Com Júlio Cesar – o editor, diagramador e “tudor” da revista virtual Monotipia.

Conheci o Júlio na época em que eu enviava minhas tirinhas para a falecida revista Pheha.  Infelizmente descontinuada (ou assim parece). Porém, sua nova revista mensal, Monotipia, veio para, aos poucos preencher esta lacuna. Direcionada, sobretudo, para os quadrinhos, a revista pretende aos poucos abrir seus caminhos para outras vertentes.

Dê uma espiada na conversa que tivemos pelo MSN!

 

QG – Já que estamos falando de quadrinhos, vai revelando aí a tua identidade secreta e a origem dos teus superpoderes!

JC – Meu nome é Julio Cesar. Quando não estou salvando o mundo como Martins de Castro, passou meus dias na Escola de Belas Artes e/ou na coordenadoria de comunicação da UFRJ ou bebendo em algum lugar.

QG – UFRJ, é? Cheguei a mandar uma peça de teatro que eu escrevi para um cara lá, mas nunca mais entraram em contato comigo. Um tal de Anibal. Conhece?

JC – Nem.

QG – Tsk! Foda! Bem, mas diga aí, qual foi a primeira bat-revista em que tu participou?

JC – Bom, fiz parte do coletivo Casa de Ferreiro, que publicava a revista Pheha. Lá era editor de quadrinhos tecnologia e – nem pergunta – gastronomia.

QG – Gastronomia, é? Você dava dicas para as pessoas perderem peso?

JC – Nada, conversa fiada sobre hábitos culturais a partir da culinária era o mote.

QG – Tipo, chineses comedores de escorpião?

JC – Tipo, “Por que a galera só come panetone no natal?” e outras paradas do gênero.

QG – Realmente! Uma boa pergunta! E na revista Pheha, como era esse lance dos quadrinhos?

JC – Ah, rolavam umas entrevistas, umas tiras e HQs.

QG – Mas não era exatamente o destaque principal da revista, certo? Era como se fossem as tiras de um jornal?

JC – Bom, a Pheha tinha, ou ainda tem, um enfoque mais amplo. Tratava dos elementos que são mais prontamente reconhecidos como, muitas aspas, “cultura pop”, como o conteúdo da TV, jornal, revistas. Rolava uma discussão teórica de botequim sobre os meios em si e os meios dos meios.

QG – Não tem conversa de bar melhor que esta!

JC – Cara, a Pheha surgiu como uma desculpa para que nós, os editores, nos reuníssemos para beber, já que todos nos conhecemos na graduação.

QG – Ah, galera da facul! E vocês só bebiam ou estudavam também?

JC – Eventualmente estudávamos.

QG – “Nunca deixe os estudos atrapalharem o seu alcoolismo!”

JC – “A experiência universitária não inclui só o ambiente de sala de aula”. Sabe, ressignificando as questões de ensino, pesquisa e extensão.

QG – Ano passado teve o Rio Comic Con e a revista Pheha ia ganhar versão impressa, mas não rolou. Você pode revelar o porque disso, ou é um assunto de bastidor tão secreto quanto a sexualidade do Batman e Robin?

JC – Ah… a sexualidade de Bruce e seu pequeno Dick não tem nada de secreta. Bem, por uma inesperada contingência, ficamos sem 24 páginas de quadrinhos no dia de ir para a gráfica

QG – Porra! Foi muito em cima da hora?

JC – No dia de ir pra gráfica

QG – What a pity! Bem, mas isso teve alguma coisa a ver com sua saída da Pheha?

JC – Não. A Pheha parou porque a maioria da galera estava sem tempo. Como eu sofro de insônia, continuei produzindo sozinho. Tanto que a última edição foi de agosto de 2010

QG – Entendi! E o que esta galera está fazendo agora?

JC – Trabalhando, estudando, desenhando, “designeando”…

QG – E você agora tá nessa com a revista Montopia. Por quê?!

JC – Então… tenho esses problemas para dormir, e essa proposta da monotipia já estava na minha cabeça faz um tempo, então…

QG – Já pensou em sair de balada, como as pessoas normais?

JC – Nem curto. Minha balada é no boteco.

QG – Saquei. Mas por que quadrinhos? Por que não design, arquitetura, moda… culinária?

JC – Mas a monotipia não deixou design, arquitetura, moda culinária de fora. essas coisas ainda não apareceram por lá, mas aparecerão.

QG – Mas o recheio principal da torta será sempre quadrinhos.

JC – Sim… artes em geral e quadrinhos em particular

QG – E qualquer maluco que saiba desenhar uma bolinha em cima de três pauzinhos pode participar?

JC – Não. tem de, mais aspas, “saber desenhar”  ou ter o que dizer ou ter vontade pra fazer tiras/ quadrinhos/ ilustras/ textos/ outro. a Monotipia está aberta a todos, mas não pra qualquer um.

QG – E, por curiosidade, da onde veio o nome, Monotipia?

JC – É uma técnica de impressão na qual você usa uma superfície lisa como matriz e o que determina a forma é a tinta

QG – Opa! Isso pode significar uma futura edição impressa da revista?

JC – Se levar ao pé da letra, só terá um exemplar de cada. Hahahaha! Saca, mono tipia!

QG – Oh, I get it! Bem, para finalizar, o que você pode nos adiantar sobre as próximas edições da monotipia?

JC – bom, se eu terminar em tempo hábil, teremos artigos. isso para além das HQs, tiras, portifólios e entrevistas costumeiros e várias paradas sobre fotografia.

QG – Valeu, Julio! Obrigado por ter sido tão cooperativo neste interrogatório! Agora coloque logo a sua capa e máscara e vá salvar o mundo… ou pelo menos o seu dinheiro para o final do mês! o/

JC – Valeu, moça, eu é quem agradeço.

A revista MONOTIPIA é publicada desde janeiro de 2011, sempre na 2ª segunda-feria de cada mês, já conta com 2 edições. Acesse => http://revistamonotipia.blogspot.com/

Escrito por Jussara Gonzo

4 de março de 2011 em 0:11

Publicado em ENTREVISTA, MANCHETE

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Valorizando o funcionário

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Escrito por Jussara Gonzo

29 de outubro de 2010 em 0:17

Publicado em COMUNICAÇÃO, ENTREVISTA

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Virtudes

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Escrito por Jussara Gonzo

16 de agosto de 2010 em 0:08

Publicado em COMUNICAÇÃO, COTIDIANO, ENTREVISTA

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Quadrinhos Gonzo na TV!

com 15 comentários

Uia! E não é que realmente eu apareci na TV, gentin?! Melhor ainda! Apareci no YouTube! Hehehe!

Eis abaixo o vídeo do programa Tela Universitária – primeira parte. A chamada para a matéria sobre os Quadrinhos Gonzo é a partir do ponto 0:44 e é logo a primeira do programa.

Cacete… minha cara é tão gorda… minha voz é horrível… tsk! Ossos da fama!

Escrito por Jussara Gonzo

19 de abril de 2010 em 22:35

Publicado em ARTE, CELEBRIDADES, COMUNICAÇÃO, CULTURA, ENTREVISTA, MANCHETE

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House Organ II (final E)

com 3 comentários

136

Escrito por Jussara Gonzo

19 de novembro de 2009 em 2:03

House Organ II (final D)

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135

Escrito por Jussara Gonzo

18 de novembro de 2009 em 2:25

House Organ III

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134

Escrito por Jussara Gonzo

17 de novembro de 2009 em 2:04

Publicado em COMUNICAÇÃO, COTIDIANO, ENTREVISTA, SAÚDE

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House Organ II (final C)

com 5 comentários

133

Escrito por Jussara Gonzo

16 de novembro de 2009 em 2:39

House Organ II (final B)

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132

Escrito por Jussara Gonzo

15 de novembro de 2009 em 2:30

House Organ II (final A)

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131

Escrito por Jussara Gonzo

14 de novembro de 2009 em 2:20

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